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Documento n° PLEN 06.5Para informação

Sessões plenária: Tema de la Assembleia



Pensamentos e reflexes no tema:
Deus, em Tua Graça, Transforma Nossas Sociedades
Paula Devejian
Igreja Apostólica Armênia

Sociedades hoje são confrontadas com um crescimento contínuo de problemas. E enquanto a tensão se amontoa entre as pessoas e entre nações, complacência e apatia também abundam. Nós nos tornamos entorpecidos aos desastres e às tragédias, que torna fácil nos tornar cegos aos problemas dos outros. Mudanças em sociedade podem ser sutis, mas com o tempo, resultado de um decréscimo dos princípios, valores e níveis morais, bem como dos éticos.

Anterior a partida para esta assembléia, nossa delegação se encontrou como grupo para nos preparar para o evento. Uma das questões em torno da mesa era, o que fez nossa nação, nossa comunidade e nossa igreja esperar estes procedimentos? Eu tive que honestamente responder a mim mesmo que eu não pensei muito nas expectativas. Não que não houvesse esperança, mas que existe uma consciência de que um corpo ou uma organização pode resolver os problemas do mundo.

Na sociedade atual, responsabilidade individual é frequentemente supervalorizado. Quando clamamos à Deus para transformar nossas sociedades, não devemos esquecer que ele já nos concedeu as ferramentas necessárias para fazer isto possível. Ele ensinou-nos, através dos ensinamentos de Seu Filho Jesus Cristo, as regras da vida, certo do errado, bem do mal. Nós também sabemos que ações falam mais alto que palavras; liderar, por exemplo, é o que funciona; e que nós podemos fazer a diferença, desde que assim escolhamos.

Quando nos pronunciamos contra a violência, ou tirania, ou pobreza, devemos nos perguntar, “O que fazemos ou deixamos de fazer em nossa vida diária para superar a violência?” Estas são escolhas com as quais nos confrontamos, pois como humanos, somos fracos a tentação para tomar o caminho fácil sempre é grande

Não é fácil recusar ou negar a nós mesmos uma nova peça de roupa, pois é moda ou mais moderna, ou mesmo parece mais bonita em nós que a que já possuímos. Consumo em excesso no mundo Ocidental é rompante e tristemente, coloca standars que os outros anseiam e desejam. A busca por riqueza material e posses e criação de confortos tem um efeito de bola de neve na sociedade com pessoas esperando constantemente e procurando pelo que vem depois, pelo que é novidade e o que é melhor.

Isto torna fácil a omissão frente a necessidade do outro. Falamos sobre as discrepâncias no mundo, mas quanto muitos de nós faz um esforço sério em nossas vidas diárias para fazer alguma diferença, para não ser esbanjador, para colocar um exemplo verdadeiro aos outros.

Deus nos deu as ferramentas para mudar nossa sociedade, o que precisamos é a força, vontade e fortaleza como indivíduos para usar o que ele já nos concedeu e fazer acontecer. Os exemplos de Deus transformando o mundo estão constantemente ao nosso redor.

Através da história, a Igreja e nação Armênia tem sido talhada pela graça do Deus da transformação. A arca de Noé encalhou no Mt. Ararat, nas terras históricas da Armênia e é um exemplo da dadivosa graça de Deus para toda a humanidade como segunda chance. Através da Graça de Deus, a nação Armênia foi uma das terras visitadas pelos apóstolos, e através do trabalho de SSs. Thadeus e Bartholomew, nossos bispos tem sido agraciada pela ininterrupta corrente da sucessão apostólica. Através das sementes do Cristianismo, plantadas pelos apóstolos, a Armênia se tornou a primeira nação a se tornar uma nação cristã, no IV Século, através dos esforços do nosso santo patrono, S. Gregório, o Iluminador, que sobreviveu situações insuperáveis e ímpares e converteu um rei pagão apenas através da graça de Deus. Nós fomos eternamente definidos como nação quando nosso alfabeto foi criado, no X século, que permitiu ao povo cultuar e aprender os ensinamentos de Deus em sua própria língua. A primeira sentença traduzida para o Armênio foi: “ Que o homem conheça sabedoria e instrução, entenda palavras de discernimento.”(Pv 1.1) Mesmo com as primeiras palavras escritas em Armênio, a Igreja encorajou seu povo a aceitar as ferramentas da graça de Deus. Sabedoria, entendimento e discernimento, todas palavras liderando-nos para uma coexistência pacífica entre nós.

Através da graça de Deus nos tornamos uma igreja nacional, preservando nossa fé e identidade ética por mais de 1700 anos, e enquanto temos também sofrido muitas vezes por causa de nossa fé, o povo Armênio nunca parou de crer que a graça de Deus pode transformar o mundo. Nosso povo sofreu horrendos crimes de Genocídio, não apenas pela nossa fé, mas também por causa de nossa identidade étnica. Como resultado do Genocídio, nosso povo foi disperso pelo mundo, mas nossa diáspora nos fortaleceu e apesar da adversidade, nós encontramos força. Vivemos pelos 70 anos de ateísmo Soviético e opressão sancionada pelo estado de nossa igreja, e mesmo nestes dias não nos sentimos abandonados por Deus, quando a sua luz foi mantida viva no coração e nas mentes do povo. Temos sido separados uns dos outros, os vivendo atrás da opressiva cortina do comunismo e aqueles do lado de fora. Mas nos mantivemos fiéis uns aos outros, através da graça de Deus. Nosso povo, confiando em Jesus Cristo, sempre olhou para o futuro, para o dia do porvir, para o melhor amanhã. E, em 1991, recebemos nossa independência, e mais uma vez Ele transformou as terras Armênias. Em 1991, Artssakh e as terras históricas da Armênia foram declaradas independentes e através de grande sacrifício a terra foi libertada e hoje nosso povo pode celebrar livremente. Temos nos mantidos unidos mais uma vez como uma nação, debaixo da bandeira da Igreja Armênia e nossa sede espiritual e administrativa a Mother See of Holy Etchmiadzin , e hoje, através da graça de Deus cremos que dias melhores virão, que nossa economia melhorará e que e que nosso povo, ainda que renegando a luz de Cristo por aproximadamente uma década, irá aprender novamente a graça de Deus. Em meu tempo de vida eu podia apenas sonhar que iria algum dia eu iria ver a Catedral Mãe de Santo Etchmiadzin livre de dominação estrangeira, mas foi um sonho que nunca parei de ter. Agora o sonho se tornou realidade e nosso povo é testemunha da graça e do poder de Deus.

A nação Armênia é um exemplo ao mundo de como a graça de Deus pode transformar a sociedade. O povo Armênio, dado a sua dificuldade histórica de perseguições, invasões e opressão, a partir do momento que aceitaram o cristianismo, deveria a muito tempo ter desaparecido da face da terra. Mas estes têm se mantido firmes em sua fé, e transformaram a adversidade em vantagem, usando as ferramentas que Deus os concedeu.Enquanto somos uma nação pequena, nosso povo tem causado um grande impacto na sociedade, onde quer que tenham vivido. Por viver como nação na dispersão em terras estrangeiras, temos coexistido com pessoas de muitas crenças e culturas. Existimos em cada continente do mundo. E mesmo em regiões onde não mais vivemos, nosso impacto positivo permanece. Adaptamos a nós mesmos a novas casas e fizemos contribuições pacíficas a toda sociedade onde vivemos. Confiamos em Deus e Sua Divina Graça e teve sucesso em manter nossaidentidade nacional, enquanto nos tornamos membros contribuintes da sociedade em litorais estrangeiros. Permanecemos firmes e leais ao altivo ideal da irmandade e da solidariedade, como primeiramente foi afirmado por St. Agustinho e confirmado por nosso venerável pontífice St. Nerses o Gracioso, no XI Século: “Unidade é essencial, liberdade no não essencial, amor é tudo.”

A graça de Deus está ao nosso redor, ele nos deu as ferramentas para transformar as nossas sociedades, devemos achar força e coragem para usá-las. Falamos sobre unidade, sobre falar a agir com uma voz e uma mente, mas nós como corpo somos incapazes de alcançar isto entre nós. Se nós, como corpo cristão não conseguimos nos unir, como podemos realisticamente esperar que o mundo o faça? Falamos sobre unidade mas nossas ações realmente refletem este desejo? Muito depois de sermões serem feitos, estudos completados, papéis escritos, teorias analisadas, o que será destas palavras? Quando deixarmos este local de reunião, deixar os olhos do público, irão nossas ações refletir estes mesmos desejos e metas aos quais pregamos?

Procuramos por um mundo para aceitar um ao outro. Mas talvez queremos muito. Aprendemos através de nossa experiências de que talvez devemos começar é a tolerância. Aceitar o ponto de vista da outra pessoa, estilo de vida, e até cultura é difícil e muitas vezes impossível. Se não conseguimos as pessoas para primeiramente tolerar umas às outras, então a aceitação virá mais tarde. Mas é algo por que devemos trabalhar em cada minuto do dia.

Deus nos criou como indivíduos com vontade livre. E esta individualidade equilibra os efeitos da globalização. Nossa individualidade nos faz fortes. Nossa diversidade não precisa ser algo negativo e pode ser vista como positiva se toleramos as diferenças entre nós.

Cada um de nós, pelas experiências e sabedoria que recebemos nesta conferencia por atender esta assembléia, agora tem o poder de retornar às nossa igrejas, comunidades, vizinhanças, famílias e amigos, e pelo exemplo, através de nossas próprias ações, afetar a percepção e ações da sociedade. Não deveríamos olhar para “A Igreja” por ela mesma, como um corpo separado de nós mesmos, para resolver os problemas do mundo, pois cada um de nós como indivíduo constrói o corpo da Igreja. Nós temos o poder dentro de nós mesmos para mudar a sociedade, devemos orar por força para usa-lo.